Prévia da inflação oficial desacelera em maio, aponta IBGE

O IPCA-15 (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo – 15), prévia da inflação oficial brasileira, teve variação de 0,58% em maio, informou o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) nesta quarta-feira (21).  

O índice ficou 0,20 ponto percentual abaixo da taxa de abril, quando a inflação no mês ficou em 0,78%.  

Com isso, no acumulado de 2014, a inflação ficou em 3,51%, acima do registrado no mesmo período de 2013, quanto o índice ficou em 3,06%.

Já no acumulado de 12 meses, a taxa ficou em 6,31%, acima dos 6,19% registrados nos 12 meses imediatamente anteriores. Vale lembrar que a meta do governo é de 4,5%, com teto de 6,5%.

Para o cálculo do IPCA-15, os preços foram coletados no período de 12 de abril a 14 de maio e comparados com aqueles vigentes de 15 de março a 11 de abril. O indicador avalia famílias com rendimento de 1 a 40 salários mínimos e abrange as regiões metropolitanas do Rio de Janeiro, Porto Alegre, Belo Horizonte, Recife, São Paulo, Belém, Fortaleza, Salvador e Curitiba, além de Brasília e Goiânia. A metodologia utilizada é a mesma do IPCA, a diferença está no período de coleta dos preços e na abrangência geográfica.

Energia elétrica é a vilã do bolso

Em maio, as tarifas de energia elétrica tiveram alta de 3,76%, representando um impacto de 0,10 ponto percentual, o mais elevado do índice total.

A elevação das taxas, no entanto, foi variada. A região metropolitana de Belo Horizonte registrou alta de 13,67% em função do reajuste de 14,24% em vigor desde 08 de abril; em Fortaleza o resultado da energia foi de 10,26%, onde o reajuste de 16,55% passou a vigorar a partir do dia 22 de abril; Salvador ficou com 10,25% com o reajuste de 14,69%, também em 22 de abril; Recife teve variação de 8,08%, com o reajuste de 17,69% ocorrido em 29 de abril; em Porto Alegre foi de 6,72% em função do reajuste de 28,86% em uma das concessionárias, com vigência a partir de 19 de abril. Nas regiões metropolitanas do Rio de Janeiro (1,67%) e de Belém (1,53%), as variações também foram relativamente altas, mas em decorrência de aumento de impostos (PIS/PASEP/COFINS).

Depois da energia, vieram os remédios, que ficaram 2,10% mais caros e causaram o segundo maior impacto (0,07 ponto percentual) sobre o índice do mês.

Mesmo com a pressão exercida pelas tarifas de energia e remédios, o IPCA-15 de maio mostrou desaceleração, o que se deve, principalmente, ao menor ritmo de crescimento de preços dos alimentos, elevando em 0,88%, enquanto haviam apresentado alta de 1,84% em abril, aliados às tarifas aéreas, que chegaram a cair 21,26%, exercendo o principal impacto para baixo (-0,11 ponto percentual no índice final).

As tarifas aéreas (-21,26%), além de etanol (-1,13%) e gasolina (-0,03%), levaram o grupo Transporte a um recuo (-0,33%), ao passo que, em abril, esse grupo tivera alta de 0,54%.

Alguns alimentos também se apresentaram em queda, destacando-se a farinha de mandioca (-4,21%), hortaliças (-3,90%) e frutas (-1,04%). Outros cresceram menos, como batata-inglesa (de 26,96% para 13,75%), leite longa vida (de 5,70% para 2,28%), feijão carioca (de 12,75% para 1,50%), tomate (de 14,80% para 1,42%) e carnes (de 2,83% para 0,45%).

No acumulado de 2014, a cidade campeã dos preços altos é o Rio de Janeiro, com inflação de 3,89%, segundo o IPCA-15. A taxa mais baixa é de Brasília, com 2,30%.

Opinião do ministro

Após o resultado, o ministro da Fazenda do Brasil, Guido Mantega, afirmou que a inflação "cairá firmemente" e fechará 2014 dentro da meta do governo, que propõe um teto de 6,5%.

Segundo o ministro, essa tendência se manterá até o fim do ano, sobretudo por causa da redução dos preços dos alimentos, que no começo deste ano disparou por fatores climáticos, como seca ou intensas chuvas em diversas regiões de produção agrícola.

O governo fixou para este ano uma meta de inflação de 4,5%, com uma margem de tolerância de dois pontos percentuais que deixa o teto de suas previsões em 6,5%.

De acordo com dados oficiais, a inflação nos primeiros quatro meses deste ano chegou a 2,86%, contra 2,50% acumulado no mesmo período de 2013, o que empurrou o índice anualizado para 6,28%.

Segundo especialistas do mercado financeiro consultados cada semana pelo Banco Central, a inflação deverá chegar este ano a 6,43%, muito perto do limite previsto pelo governo, mas com um crescimento econômico de 1,62%, contra 2,4% previsto pelas autoridades.

Mantega assegurou que, apesar das dúvidas dos mercados, a taxa de inflação vai continuar "controlada" e "caindo com firmeza", graças às medidas adotadas pelo governo, que incluem uma política de altos juros, que se situam em 11% ao ano.

Fonte: Notícias.r7



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