PIB brasileiro pode ficar próximo de zero no terceiro trimestre deste ano

IBGE divulgará nesta terça-feira crescimento da atividade econômica do país entre julho e setembro sob projeções pessimistas de analistas



Depois de crescer animadores 1,5% no segundo trimestre deste ano, o Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil poderá oscilar em torno de zero entre julho e setembro, em comparação ao período anterior, se forem confirmadas as projeções de especialistas. Nesta terça-feira, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulga os dados relativos ao terceiro trimestre de 2013 e pode revisar para cima o número final de 2012.

Analistas do Itaú-Unibanco projetam que o PIB (conjunto de riquezas produzidas no país) será de 0,3% negativo no período de julho a setembro.

Assinado pelo economista Aurélio Bicalho, o estudo atribui a queda ao fim dos efeitos da agropecuária — cuja safra recorde impulsionou os expressivos 1,5% do segundo trimestre — e à desaceleração da indústria, que está com os estoques cheios de mercadorias

Indústria freada, consumo em queda e agropecuária à espera de 2014 justificam o pessimismo. Antonio Corrêa de Lacerda, professor de Economia da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP), diz que a explosão no consumo, incentivada pelo crédito fácil e pela redução nos impostos, não beneficiou a expansão industrial.

— Não que a indústria brasileira não dispusesse de capacidade produtiva. Pelo contrário, a ociosidade média industrial girou em torno de 20% — observa.

Lacerda ressalta que o problema não é de aptidão para produzir, mas de competitividade. A desvalorização do real, a logística precária de portos e aeroportos e a carga de impostos põem em desvantagem as empresas brasileiras diante dos concorrentes internacionais.

Economista da MCM Consultores Associados, Leandro Padulla confirma que o desempenho acanhado da indústria e da agropecuária (cujos efeitos positivos se dissiparam) provoca o recuo no PIB brasileiro. Padulla lembra que as montadoras estão com acúmulo nos estoques. Antes de retomar a produção a todo vapor, terão de esvaziar os pátios.

Fonte: Zero Hora


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