Juros sobem sustentados por desemprego na mínima recorde

Os juros futuros de curto prazo abriram em alta nesta quinta-feira (30) após o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgar que a taxa de desemprego caiu para uma nova mínima histórica. Esse resultado se somou ao mal-estar com países emergentes, que já sugeria novo avanço na abertura dos negócios. Entretanto, a queda do dólar reduziu a pressão para cima no trecho curto da curva a termo e chegou a puxar para baixo as taxas futuras de longo prazo. No pano de fundo, estão as repercussões da decisão do Federal Reserve e da atividade industrial em queda na China.
 
Por volta das 9h45min a taxa do contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) para abril de 2014 marcava 10,560%, de 10,536% no ajuste de quarta-feira. A taxa do DI para janeiro de 2015 apontava 11,50%, ante 11,43% no ajuste da véspera. Na ponta mais longa da curva a termo, o DI para janeiro de 2017 estava em 12,85%, exatamente no ajuste anterior. O DI para janeiro de 2021 caía para 13,31%, de 13,35%.
 
No noticiário local, a FGV divulgou que o Índice Geral de Preços - Mercado (IGP-M) desacelerou de 0,60% em dezembro para 0,48% em janeiro, ficando ligeiramente abaixo da mediana das estimativas dos analistas ouvidos pelo AE Projeções, de 0,50%. A variação acumulada em 12 meses é de 5,66%. 
 
O IBGE informou que a taxa de desemprego nas seis principais regiões metropolitanas do País ficou em 4,3% em dezembro de 2013, também abaixo da mediana, de 4,4%, e a menor da série histórica, iniciada em março de 2002. Já o Índice de Preços ao Produtor (IPP) registrou alta de 0,65% em dezembro ante novembro, acumulando elevação de 5,75% em 2013.
 
O HSBC confirmou hoje que seu índice de atividade dos gerentes de compras (PMI, na sigla em inglês) do setor industrial da China recuou para 49,5 na leitura final de janeiro, ante 50,5 em dezembro. O número veio abaixo do dado preliminar, divulgado na semana passada, que indicava queda para 49,6, e confirma uma contração na atividade, já que o resultado ficou abaixo de 50.
 
Ontem, o Fed cortou suas compras mensais de bônus em US$ 10 bilhões, para US$ 65 bilhões, e disse que a redução nos estímulos deve continuar em um ritmo comedido, sempre em função dos indicadores da economia. O fato de a decisão ter sido unânime, o que não acontecia desde junho de 2011, sugere que a saída do programa de relaxamento quantitativo deve continuar nesse curso previsto.
 
Fonte: Jornal do comércio


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