Copom aumenta Selic para 9% ao ano

Este é o quarto aumento seguido pelo BC desde o início do ano, após ciclo de queda


 
O Copom (Comitê de Política Monetária) do Banco Central subiu a taxa básica de juros em meio ponto percentual na noite desta quarta-feira (28), de 8,5% ao ano para 9%. O aumento da Selic já era esperado pelo mercado, acompanhando as projeções de analistas.

Agora, a expectativa é de que novas altas ocorram nas duas reuniões que ainda ocorrerão nesse ano. Para os analistas ouvidos pelo Banco Central para o último boletim Focus, a taxa básica de juros da economia brasileira pode chegar a 9,75% ao ano até o fim de 2013.

Inflação e câmbio

A Selic é uma das principais ferramentas do governo para conter a inflação. Embora as expectativas do mercado medidas pelo Boletim Focus é de que ela deva fechar o ano dentro da meta, cujo teto é de 6,5%, o indicador está pressionado pela desvalorização do real. Desde o início do segundo semestre, o dólar subiu cerca de 11%, fechando em R$ 2,34 nesta quarta-feira.

Mais cedo ainda hoje, o iG noticiou que além dos investidores, o reajuste da taxa básica beneficia empresas, como as instituições financeiras voltadas para investimentos , que tiram proveito do maior custo do dinheiro.

"A elevação de 0,5 ponto porcentual nos juros era esperada no cenário atual de contração da liquidez internacional e pressão sobre as moedas dos países emergentes. No plano doméstico, mesmo com a desaceleração dos últimos meses, o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) acumulado em 12 meses continua perto do teto da meta de inflação, o que requer atenção com a trajetória dos preços", cita a nota.

Avaliação do mercado

O aumento de 0,5 ponto porcentual nos juros básicos da economia era esperado pela indústria, diante do atual quadro de inflação alta, valorização do dólar e retração da atividade. Essa é a avaliação da Confederação Nacional da Indústria (CNI) diante da alta da Selic de 8,5% para 9% ao ano.

"A elevação de 0,5 ponto porcentual nos juros era esperada no cenário atual de contração da liquidez internacional e pressão sobre as moedas dos países emergentes. No plano doméstico, mesmo com a desaceleração dos últimos meses, o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) acumulado em 12 meses continua perto do teto da meta de inflação, o que requer atenção com a trajetória dos preços", cita a nota.

A CNI alerta que "estabilidade e crescimento econômico exigem combinação de políticas monetária e fiscal".

Já a Força Sindical considerou errada a decisão do Copom.  "Mais uma vez o Comitê de Política Monetária toma a decisão equivocada de aumentar a taxa básica de juros. Esta medida prejudica o setor produtivo e a classe trabalhadora", afirma nota assinada pelo presidente da Força, deputado Paulo Pereira da Silva, o Paulinho.

A Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) concorda com a Força Sindical: "O aumento dos juros continuará dificultando a retomada da economia, que se encontra em um quadro letárgico", diz Paulo Skaf, presidente da entidade.

Fonte: Economia.ig


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