Banco Central projeta inflação em queda, mas ainda acima da centro da meta de 4,5%

Instituição estima queda de 16% na tarifa de energia elétrica residencial neste ano



A ata do Comitê de Política Monetária (Copom), divulgada nesta quinta-feira, pelo Banco Central, revelou que todas as projeções para a inflação da instituição seguem acima do centro da meta determinada para este ano, de 4,5%, ainda que algumas taxas tenham ficado menores.

No cenário de referência, que considera Selic – a taxa básica de juro da economia– e dólar estável por "todo horizonte relevante", a expectativa para o IPCA de 2013 diminuiu em relação ao valor considerado na última reunião, porém, permanece acima da meta de 4,5% fixada pelo Conselho Monetário Nacional (CMN).

No cenário de mercado, que leva em conta as trajetórias de câmbio e de juros coletadas com analistas de mercado às vésperas do Copom, a projeção de inflação para 2013 também diminuiu ante outubro, mas igualmente permanece acima da meta para a inflação.

Para 2014, a projeção se manteve estável no cenário de referência e recuou no de mercado, em relação aos valores considerados na ata anterior. Nos dois casos, porém, as estimativas seguem acima da meta de 4,5%. Para o terceiro trimestre de 2015, nos dois cenários, a inflação se posiciona acima da meta, como já indicava o documento anterior.

Preço da eletricidade residencial cai e gás aumenta

O Comitê voltou a reduzir suas estimativas para a alta dos preços administrados este ano, ainda que individualmente não tenha apontado queda em nenhum dos itens citados pela diretoria. De acordo com a ata, a alta dos preços administrados ou monitorados pelo governo deve fechar em 1,2% em 2013. Na ata de outubro, a projeção era 0,3 ponto porcentual maior, de 1,5%.

Já a projeção de reajuste para o conjunto dos preços administrados para o acumulado de 2014 foi mantida em 4,5%, como já constava no documento de outubro.

De acordo com o colegiado do BC, a tarifa residencial de eletricidade deve registrar recuo de aproximadamente 16% este ano, mesmo valor considerado na reunião do Copom anterior. Essa estimativa leva em conta os impactos diretos das reduções de encargos setoriais anunciadas, bem como reajustes e revisões tarifárias ordinários programados para este ano.

O Copom projeta também aumento de 2,5% no preço do gás de bujão e redução de 1% na tarifa de telefonia fixa para o acumulado de 2013. Essas taxas também já eram citadas no último documento.

Fonte: Zero Hora


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