Banco Central mantém elevação da taxa Selic contra a inflação resistente

Diretor indica que o aperto monetário vai continuar e pode se estender até o início de 2014, mesmo com campanha à reeleição da presidente Dilma correndo a todo vapor



Diante da desconfiança generalizada em relação ao governo, o diretor de Política Econômica do Banco Central, Carlos Hamilton Araújo, partiu onessa quarta-feira (6/11) para o ataque a fim de manter o que ainda resta de credibilidade na instituição. Sem rodeios, assumiu que, apesar dos festejos do governo com os números melhores do Índice Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) ente junho e setembro, a inflação continua alta e resistente. Com isso, reforçou o aviso de que o Comitê de Política Monetária (Copom) manterá firme o aumento da taxa básica de juros (Selic). A expectativa é de que a elevação seja de 0,5 ponto percentual, de 9,50% para 10% ao ano.

Hoje, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgará o resultado do IPCA de outubro. Na média, o mercado aposta em um índice de 0,57%, com viés de alta, devido aos reajustes mais fortes dos alimentos e aos repasses do dólar para os preços ao consumidor. São fortes as apostas de que, depois de três meses em baixa, a inflação acumulada em 12 meses pode apontar para cima. Não à toa, os juros futuros estão em disparada. Os investidores acreditam que o BC manterá o aperto monetário no início de 2014, a despeito do início da campanha à reeleição da presidente Dilma Rousseff. “O BC já queimou credibilidade demais para insistir em submeter a política monetária aos interesses do Palácio do Planalto”, afirmou um respeitado analista com trânsito no governo.

Fonte: Correio Brasiliense


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