Aumento do juro pode ajudar a melhorar imagem do Brasil no Fórum Econômico Mundial

A decisão de elevar a Selic a 10,5% ao ano, anunciada na quarta-feira pelo Banco Central (BC), já era aguardada pelo Palácio do Planalto e pela equipe econômica e serve para indicar o compromisso do governo com a estabilidade, uma semana antes da participação de Dilma Rousseff no Fórum Econômico Mundial, em Davos.
 
Como revelou o jornal O Estado de São Paulo no sábado, a Presidência deu "carta branca" ao BC para que mantivesse o ritmo do ciclo de elevação de juros, iniciado no ano passado. Desde o fim de 2013, a sinalização do BC era de que a primeira reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) deste ano viria com um aumento menor do que o das últimas cinco reuniões – nas previsões da maior parte do mercado financeiro, a elevação da Selic seria de 0,25 ponto porcentual.
 
As apostas começaram a mudar com a divulgação do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de dezembro, de 0,92%, a maior alta para meses de dezembro da série histórica do IBGE, iniciada em 2002. Com isso, o IPCA de 2013 avançou 5,91%, superando a única meta do BC em 2013: entregar uma inflação inferior aos 5,84% de 2012. Não conseguiu.
 
Única arma
Dada a falta de credibilidade da política fiscal, a própria equipe econômica passou a encarar a política monetária como principal – para não dizer a "única" – arma para combater o avanço dos preços no ano eleitoral que começa.

Fonte: Zero Hora


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